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A maioria das playlists de treino falha pelo mesmo motivo: tem um único nível de energia do início ao fim. Uma sessão de futebol não tem.
Construa em blocos
Divida a lista como a sessão é dividida. Ativação e mobilidade pedem algo estável e de andamento médio. Trabalho com bola pede ritmo sem agressividade. Condicionamento pede os vinte minutos mais duros que você tem.
Sequenciar assim evita que você brigue com a música. A playlist aperta quando a sessão aperta e alivia quando ela alivia.
Gêneros por bloco
Para ativação, urbano latino de andamento médio e afrobeats funcionam bem porque a levada é estável e os vocais não exigem atenção. Para trabalho com bola, dembow e funk paulista ocupam um espaço útil: rítmicos, familiares, não exaustivos.
Para condicionamento, funk phonk, drill e o lado mais pesado do mandelão dão conta. São faixas construídas sobre repetição e grave, exatamente o que se quer quando você está contando repetições em vez de ouvir.
Regras práticas
Evite intros longas. Trinta segundos de ambiência são tempo morto numa série. Prefira músicas que comecem nos primeiros cinco segundos.
Deixe a lista um pouco mais longa que a sessão, renove algumas faixas por mês e corte o que você sempre pula. Uma playlist de treino deve parecer equipamento, não mixtape.
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