Fora do Brasil, o funk brasileiro costuma ser tratado como um gênero só, o que é mais ou menos tão preciso quanto tratar toda a música eletrônica como um só. Os rótulos de subgênero não são categorias de marketing: cada um descreve um conjunto distinto de decisões de produção, com geografia e público próprios.
Funk carioca
O estilo original do Rio, construído sobre o ritmo do tamborzão. As estruturas de música são reconhecíveis, os vocais costumam ser cantados ou melódicos e os arranjos deixam espaço para ganchos.
É a versão mais exportável e a que mais provavelmente aparece numa playlist de elenco, antes de aparecer num edit, pelas razões expostas no artigo sobre o funk brasileiro no futebol.
Funk ostentação
Um desenvolvimento paulista centrado liricamente em aspiração e sucesso material, com produção mais limpa e polida que a norma carioca. Sua importância cultural supera sua presença atual nas paradas, mas marcou o momento em que São Paulo virou um centro do funk por conta própria.
Mandelão
A ponta pesada. O mandelão reduz a melodia a quase nada e coloca em primeiro plano uma percussão densa e repetitiva, muitas vezes com a voz reduzida a uma frase gritada em coro. Os andamentos parecem mais rápidos porque a percussão é mais apertada, não necessariamente porque o BPM é maior.
É o som que impulsiona a presença do funk no conteúdo global de futebol. Funciona sem entender a letra e é claro no alto-falante de celular.
Bruxaria
A faixa mais experimental. A bruxaria usa graves desafinados e deslizantes, figuras rítmicas instáveis e um design sonoro que desestabiliza de propósito. Não é feita para escuta casual e funciona como laboratório do gênero: o funk mainstream costuma absorver suas ideias dezoito meses depois.
Phonk brasileiro
Um híbrido mais do que um subgênero nativo do funk, combinando elementos rítmicos do funk com a estética phonk derivada de Memphis, popular em conteúdo de carro e academia. Tem artigo próprio neste site porque se comporta no algoritmo de forma diferente do funk puro.
Como usar os rótulos
Para uma playlist, o subgênero diz em que ponto da sequência a faixa entra. Para um edit, diz que registro emocional as imagens vão herdar. O guia de playlists deste site cobre o primeiro uso, e o guia de música de futebol no TikTok, o segundo.
Ouça a playlist completa
